segunda-feira, 29 de junho de 2009

PÓS CONSUMMATUM EST



Ah, pacata cidadã, pacato cidadão, cá estou bem servida e acomodada, ouvidos ligadas no Plácido Domingo interpretando de Leoncavallo “Vesti La Giubba” (Pagliacci), meditando sobre a "Indesejada" retratada por Manuel Bandeira no seu poema “Consoada”, sem medo para dizer à iniludível que “O meu dia foi bom, pode a noite descer”, embora não tenha ainda lavrado o campo, nem limpado a casa, nem posto a mesa e nada esteja em seu lugar.


Mudando da água pro vinho e a pátria amada idolatrada salve salve como vai?


Diria que ressaltada pela voz de Fafá de Belém, me parece divina maravilhosa e me comove.


Já na interpretação de Sua Excelência, soa como samba de breque, muito parada; mesmo assim a platéia que não sabe a letra de cor, tenta fazer coro batendo os beiços no solfejo. Tem até quem grite bravo! E peça bis.


Sei não, mas tem horas que bate uma saudade do meu avô Bernardino, que sempre depois do terceiro trago, coçando o dedão do pé e diante de um fato consumado costumava repetir no seu latim de ex-seminarista, a última frase dita por Cristo na cruz: Consummatum Est.


E por falar em consummatum, tem que mandar um recadinho pra Chica , que está de “greve” porque eu dei as costas pra platéia.


Estou “desvirada”e em sua homenagem lhe dou o melhor dos meus sorrisos, isto graças ao pós “consummatum est” e também por conta da leitura diária das suas mensagens de otimismo que me restituíram, por assim dizer, a alegria de viver e conviver com os meus, coisa tão minha de antigamente.


Beijo pra você, Chica.

Um comentário:

Chica disse...

Aassim que vi que "desvitraste", retomei meu posto,rsrsr...Um beijo e tudo de bom,chica