quinta-feira, 7 de maio de 2009

ILUSÃO,NECESSIDADE DA RAZÃO





ALÉM DOS OLHOS

Eu não pretendo que ninguém me entenda

Não procuro explicações para saber o que sinto

Apenas sinto e sou

Não procure entender o que lê

Desconfie de mim

Quando enxergar o papel sem tremor nas linhas

As curvas e pontos bem colocados.

Palavras com sentido total.

Não sou eu.

Eu sou:

Um sentir diferente

Um pensamento inconstante.

Assim,Você me encontrará,

Embora nesta hora

Já esteja bem longe

Em outra mente

(Yasmine Lemos)


Ontem eu publiquei aqui no Recanto um texto, cujo tema foi sugerido pela escritora Marília Paixão; a Yasmine leu, gostou e sugeriu um outro tema, que eu aceitei e é título deste texto. Só que a Yasmine, anda alisando banco de faculdade, às voltas com o mundo da filosofia, psicologia, o escambal, pisou fundo e eu não sei como vou me sair, por isso, comecei tentando agradar, publicando um poema seu, que eu gosto muito e que faz parte do seu livro “Vestida em Versos”, publicado pela Offset Gráfica-RN de propriedade do mecenas Ivan Junior, conhecido na praça como tal e de quem tenho o privilégio de ser amiga.


Vamos ver como me saio, mas antes perguntaria a Yasmine se ela andou lendo Parmênides, que nunca confiava nos sentidos, pois acreditava que eles nos oferecem uma visão enganosa do mundo e que o seu papel na condição de filósofo (racionalista) era desvendar todas as formas de “ilusão dos sentidos”.


Para Descartes, “a razão é igual em todos os homens. A razão é o bom senso, e todos devem desejar possuí-la, pois representa o poder de julgar de forma correta e discernir entre o verdadeiro e o falso”.Quanto a ILUSÃO, na acepção exata da palavra, não passa de engano dos sentidos ou da mente, que faz que se tome uma coisa por outra, que se interprete erroneamente um fato ou uma sensação.


É Sonho, devaneio, quimera.Agora, vamos para os finalmentes: levando-se em consideração que, pela ótica de Descartes, a RAZÃO é o bom senso, o discernimento entre o verdadeiro e o falso e a ILUSÃO no seu exato significado, é sonho devaneio, quimera etc., só comprova que a ILUSÃO não se faz necessária à RAZÃO, pois esta dispensa o falso.


E só para atrapalhar, vem Nietzsche e afirma: “que na prática a ‘filosofia’ na medida em que genuinamente olhe para dentro do ‘abismo’ da realidade, necessita das ILUSÕES embelezadoras da arte a fim de perecer na verdade”Dito isto, devolvo a bola pra ti, minha querida amiga e que tu tires as tuas conclusões.

Um comentário:

Chica disse...

Gostei de tudo! Da introdução da Yasmine e da crônica em si! Valeu! beijos às duas,chica