terça-feira, 19 de maio de 2009

E O SONO QUE NÃO CHEGA...



Duas da madrugada, a música que ouço é “Preludes and Fugues de Bach, executado ao piano por Glenn Gould; o livro que acabo de reler é “Werther” de Goethe.


Pobre Werther, um sonhador apaixonado, não resistiu ao amor impossível de Charlotte e estourou os miolos com um tiro de pistola. Leitura encerrada, Glenn Gould encerra também o seu recital.


Ligo o rádio e agora é a vez de Julio Jaramillo chorar as suas mágoas e pede para que “No me toques Ese Vals” porque Ella lo cantaba e elle já não quer lembrá-la, se sente bien estar solito e canta pra ex-amada: “ Me estoy acostumbrando a no mirarte / me estoy acostumbrando a estar sin ti / Ya no ti necessito / tu ya no me haces falta” .


Ah, o amor... como sofrem as pessoas por este sentimento, pois não?E o sono que não chega e já que não gosto de contar carneirinhos, deixo o meu pensamento divagar... mergulho no tempo e chego até Sócrates, ele que disse que nada sabia, no entanto, sabe o que ele disse sobre o amor em seus diálogos?


Que era o único sentimento que ele podia entender e falar com conhecimento de causa. Já Platão imaginava o amor uma caçada, e não me pergunte o porquê, que nada sei. Outra coisa: alguém que você ama talvez se sentindo incomodado com esse amor já perguntou por que você o ama?


Se um dia perguntar, você responda assim: Porque você permitiu, porque os seus gestos, palavras, pensamentos e ações conferiu permissão para tal.


Dito isto, pega a tua viola, põe do saco, diz bye, bye e vai cantar noutra freguesia.É... parece que o sono está chegando... e o bom disso tudo é que “ me stoy acostumbrando a estar sin ti”. Sem o sono? Ha ha ha... may be, may be not ...

2 comentários:

Paulo de Poty disse...

Vi recentemente alguém na TV comentar num programa sobre os disturbios do sono dizer: "penso, logo não durmo"; O estar só demanda pensamentos, acho, nesse mundo pequenino e infinito dito por Florbela. Aí vem a matemática e nos diz que entre o "1" e o "2" com seus limites tão demarcados e notorios, nos fornece entre eles um mundo infinito de possibilidades numéricas fracionadas. Acho que por isso nos perdemos tanto dentro de nós; porque somos pequeninos e infinitamente limitados, sós e insones.

Chica disse...

Se todos que perdessem o sono o aproveitassem tão nbem como tu...beijos,chica