terça-feira, 7 de julho de 2009

NÃO FOI UM DIA COMUM




Domingo, dia 05.


Não foi um dia comum, reflexo de um final se sábado de encantamento. E para onde mais poderia ir para prolongar esse encanto?


Tenho a minha “ilha da fantasia” e nela posso me isolar e fazer presente aquele por quem o meu coração reclama a sua ausência. E lá fiquei.


O dia era chuvoso e o vento soprava forte e uivava feito lobo, mas a mim não metia medo, tinha os olhos pregados no mar sem fim, que nuvens não me permitiam distinguir a linha que o separava do céu cinzento.


Ele estava bravio, o vento açoitava suas ondas.


Sim, a natureza não se mostrava tranqüila, mas havia tranquilidade em mim; se não havia um céu azul e o sol não brilhava, a minha alma estava envolta em claridade; havia amor em mim e eu sabia que havia amor para mim.


Já não sentia medo de momentos como este, medo de viver.


Sabia agora, não ser mais só. Tinha certeza disso, em minhas mãos a confissão deste segredo...

3 comentários:

Chica disse...

Foi um domingo lindo de muita paz que deixou tudo com outro brilho!beijos,chica

Analú disse...

Nossasss,tô arrepiada!!!
Quanto sentimneto.

Paulo de Poty disse...

Os alumbramentos dos pequenos momentos, os detalhes valiosos no curso de nossa passagem, talvez isso justifique a nossa existência. Muito bonito Zélia.