terça-feira, 7 de julho de 2009

AQUELES OLHOS VERDES...




Ah, as pessoas como são complicadas as pessoas! Estava aqueles olhos verdes a querer arrancar de dentro dela palavras que fossem ao encontro do que lhe fora pedido e o que lhe fora pedido carecia de verdades, sinceridade, pois se tratava de sentimentos, de confissão...


E aqueles olhos verdes que a fitavam com insistência como a querer varcar seu corpo em busca de sua alma e arrancar dela palavras que gostaria de ouvir, mas que não lhe foram ditas.


Não, aqueles olhos verdes não representavam nada para ela, amava outros olhos, que a sua obliqüidade ( não dissimulada) quase não lhe permitia ver a cor, mas não importava, amava o dono deles e era para ele que confessaria o seu amor, diria as suas verdades e os versos de Vinicius mais bonitos nesta noite...


Amo-te tanto meu amor... não cante ...O humano coração com mais verdade... Amo-te como amigo e como amante .Numa sempre diversa realidade. Amo-te enfim, de um calmo amor prestante. E te amo além, presente na saudade. Amo-te, enfim, com grande liberdade. Dentro da eternidade e a cada instante. Amo-te como um bicho, simplesmente De um amor sem mistério e sem virtude. Com um desejo maciço e permanente. E de te amar assim, muito e amiúde. É que um dia em teu corpo de repente. Hei de morrer de amar mais do que pude.

(Soneto do Amor total – Vinicius de Morais)

Um comentário:

Chica disse...

Não importa nem a cor dos olhos...importa o dono deles. Falar de um amor que não existe, não se consegue!beijos e liondo como sempre!chica