sexta-feira, 24 de abril de 2009

VAMOS FALAR SOBRE ECOLOGIA?



Depois que alguém me contou que viu um cego escrevendo uma carta, ditada por um mudo e tendo um surdo escutando atrás da porta, eu não me admiro de mais nada . E sabe de uma coisa? Eu vou é dar viva para Barack Obama,(por quê???) pois na terra que não tem líder se faz festa para o líder dos outros.Líder à parte.


Tratemos hoje de um assunto que está em voga: ECOLOGIA – não que eu seja versada em tal, isto porque, consultando a minha vida pregressa cheguei a conclusão que não tenho autoridade nenhuma sobre isso , logo eu que quando criança vibrava com as queimadas que o meu pai promovia para replantar a cana; jogava pedras nas lagartixas; roubava ovos nos ninhos das rolinhas; fazia careta pra sagüim; poluía o rio do engenho Manimbu com o meu xixi; espalhava farinha de mandioca nas suas águas para pegar piabas e ainda por cima cometia o crime inafiançável de me entreter roendo umas perninhas de arribação.


Deixemos-me de lado e vamos falar sério. Nós sabemos – sem demonstrar muito repúdio à quebra de nossa soberania - que vez por outra líderes ecologistas do Primeiro Mundo se reúnem para “decidirem” sobre o destino da Amazônia.


Sim, da nossa Amazônia, que já sofreu outras investidas, conforme li, faz tempo, num artigo do poeta e escritor Gerardo Mello Mourão, investidas essas, deveras interessantes, senão vejamos: quando Hitler reivindicava espaço territorial reclamado pelo povo alemão, os senhores Chamberlian e Daladier, chefes de governo da Inglaterra e da França ofereceram de cara ao fuehrer a Amazônia brasileira.


Proposta não aceita porque segundo Hitler, os Estados Unidos possivelmente não concordariam com uma ocupação alemã em território brasileiro. Quando lhe foi assegurado, que a proposta tinha o aval de Washington. A Hitler só interessava a continuidade territorial do continente europeu. Por isso escapamos.


De outra feita, enrolados na bandeira ecológica , la vêem de novo os países ricos numa investida contra a Amazônia, responsabilizando-a de ser o pulmão do mundo e defensora do planeta contra os buracos na camada de ozônio, por conseguinte, sapecaram um manifesto lá em Estocolmo proclamando a intangibilidade da floresta amazônica.


Gilberto Mestrinho, quando governador do Amazonas era um defensor ferrenho da “parte que lhe cabia nesse latifúndio” e que, na condição de cobra criada não engolia sapo e nem deixava que os jacarés triturassem a sua gente, que era a sua preocupação maior , mandou espalhar por lá outdoors onde se via estampadas figuras de homens, mulheres e crianças, num apelo para que esses animais em processo de extinção também fossem preservados.Mas, o que existe de verdade por trás dessa febre ecológica que assola o Primeiro Mundo, pondo na floresta amazônica a responsabilidade do oxigênio da humanidade?


Dizem os entendidos, que retiramos das águas oceânicas mais de 95% do oxigênio que respiramos e, se toda floresta amazônica for derrubada, os prejuízos ecológicos representarão menos de 0,2% dos danos causados pelas emissões de dióxido de carbono da indústria dos Estados Unidos.


Olha, não sou quem afirma, mas tem gente ai dizendo que essa paranóia ecológica com relação a Amazônia não passa de uma impostura e uma conspiração dos países ricos, que querem impedir o desenvolvimento do Brasil, é tão somente para que não haja exploração da prodigiosa riqueza mineral e vegetal da Amazônia e paralisar a expansão econômica.


Em síntese: não nos querem ricos nem poderosos, preferem que continuemos disputando os ossos do banquete deles primeiro-mundistas. SERÁ...?

Um comentário:

Chica disse...

Um belo tema e forte! Há muiiiiita sujeirada por baixo desse tapete, com certeza!Porém ,prrqa mim, continua firme a idéia de mesmo assim, cada um fazer um pouquinho, ainda que os greandes não se entendam ou queiram se comer uns aos outros! um beijo,tudo de bom,chica(Grande texto, como aliás, sempre encontro aqui ou por onde tu escrevas)